quinta-feira, 10 de julho de 2025

Querida Mãe,

 


Querida Mãe,

Fazes-me falta.

Falta-me o teu telefonema, as conversas breves mas cheias de presença. Às vezes passávamos dias sem falar, mas quando falávamos, havia qualidade. Havia amor. Havia nós.

Agora, há um silêncio que me aperta o peito. Tento seguir em frente, ser forte, dar apoio a todos... mas por dentro, há dias em que sou só uma filha com saudades. Com muitas.

Nunca pensei que a ausência física pudesse doer assim. Evito ver fotos, porque sei que as lágrimas me esperam. E tenho medo de começar a chorar e não conseguir parar. Porque fui educada para ser firme, para aguentar. Mas mãe... às vezes, ser forte cansa.

Gostava de te contar tudo o que tenho vivido: o trabalho, o abrigo, os dias em que parece que o mundo pesa demais. Gostava que estivesses aqui para me dizer uma daquelas coisas simples que só as mães dizem. Que acalmam, que curam.

Hoje, enquanto olhava para as rosas amarelas que plantei em tua homenagem, senti o coração apertado de saudade… mas também uma brisa quente de carinho a lembrar-me de ti. São lindas, sabes? Tal como tu — loura, delicada e cheia de força. Escolhi o amarelo porque me lembra o teu riso e a luz que deixaste na minha vida.

🌼 As tuas rosas estão lindas, mãe. 🌼
Cada botão novo é como se me dissesse que tu estás por perto.

Sinto-me a envelhecer e, com isso, a vida vai ganhando outro ritmo. Queria tempo. Tempo para viver com mais leveza, com mais verdade, com mais mimar-me e menos correr.

Sei que onde estiveres, continuas comigo. Nos gestos, na forma como cuido dos outros, na minha força (que tantas vezes veio da tua). Mas mesmo assim... sinto falta do teu toque, do teu olhar, da tua voz.

Hoje escrevo esta carta para te dizer: Obrigada por tudo o que foste. Tudo o que és em mim. E tudo o que me ensinaste, mesmo depois de partires.

Amo-te. Sempre.

Tua filha, a Aninhas



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Momento de reflexão e crescimento

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