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segunda-feira, 25 de agosto de 2025

🌹 Mãe, 3 Meses de Saudades 🌹



🌹 Mãe, 3 Meses de Saudades 🌹

Hoje fazem três meses desde que a minha mãe partiu.

Não há um único dia que passe sem que me lembre dela.

Sinto tanta falta das nossas conversas ao telefone, de partilhar as pequenas coisas do dia a dia, de lhe contar novidades, de ouvir o seu conselho, o seu riso…

O meu filho mais novo, o Afonso, terminou este ano o 12.º ano. Está decidido a seguir o caminho da tropa e sonha em entrar para a GNR ou PSP. Agora anda na apanha da pêra, e está a gostar. São estas coisas que eu gostava tanto de lhe contar… porque era com a minha mãe que desabafava, que partilhava tudo. E essa ausência dói.

Com o tempo, a dor daquela fase dura em que ela esteve internada e dos dias logo após o falecimento foi dando lugar a outra dor: a saudade que aperta quando, instintivamente, quero ligar-lhe… e já não tenho para onde ligar.

Estamos quase no fim de agosto, e eu ainda não tenho ânimo para aproveitar o sol ou dar uns mergulhos na piscina cá de casa. Ando triste, com o coração pesado. Ainda não consigo verbalizar em voz alta as saudades que sinto. Mas elas vivem em mim todos os dias.

Escrevo aqui como forma de lhe dizer, onde quer que esteja:

Mãe, o meu amor por ti é eterno. 🌹

Sinto a tua presença em mim, naquilo que me ensinaste, nos valores que me deixaste, e no amor que continua vivo e forte.

Que este texto voe até ti, como uma carta cheia de amor e de gratidão.

quinta-feira, 10 de julho de 2025

Querida Mãe,

 


Querida Mãe,

Fazes-me falta.

Falta-me o teu telefonema, as conversas breves mas cheias de presença. Às vezes passávamos dias sem falar, mas quando falávamos, havia qualidade. Havia amor. Havia nós.

Agora, há um silêncio que me aperta o peito. Tento seguir em frente, ser forte, dar apoio a todos... mas por dentro, há dias em que sou só uma filha com saudades. Com muitas.

Nunca pensei que a ausência física pudesse doer assim. Evito ver fotos, porque sei que as lágrimas me esperam. E tenho medo de começar a chorar e não conseguir parar. Porque fui educada para ser firme, para aguentar. Mas mãe... às vezes, ser forte cansa.

Gostava de te contar tudo o que tenho vivido: o trabalho, o abrigo, os dias em que parece que o mundo pesa demais. Gostava que estivesses aqui para me dizer uma daquelas coisas simples que só as mães dizem. Que acalmam, que curam.

Hoje, enquanto olhava para as rosas amarelas que plantei em tua homenagem, senti o coração apertado de saudade… mas também uma brisa quente de carinho a lembrar-me de ti. São lindas, sabes? Tal como tu — loura, delicada e cheia de força. Escolhi o amarelo porque me lembra o teu riso e a luz que deixaste na minha vida.

🌼 As tuas rosas estão lindas, mãe. 🌼
Cada botão novo é como se me dissesse que tu estás por perto.

Sinto-me a envelhecer e, com isso, a vida vai ganhando outro ritmo. Queria tempo. Tempo para viver com mais leveza, com mais verdade, com mais mimar-me e menos correr.

Sei que onde estiveres, continuas comigo. Nos gestos, na forma como cuido dos outros, na minha força (que tantas vezes veio da tua). Mas mesmo assim... sinto falta do teu toque, do teu olhar, da tua voz.

Hoje escrevo esta carta para te dizer: Obrigada por tudo o que foste. Tudo o que és em mim. E tudo o que me ensinaste, mesmo depois de partires.

Amo-te. Sempre.

Tua filha, a Aninhas



quarta-feira, 4 de junho de 2025

🌈 Kiko, o meu guerreiro de bigodes 🐾

 


Uma homenagem cheia de amor

Há perdas que nos deixam sem chão. Ainda a tentar aprender a lidar com a ausência da minha mãe, no dia 3 de junho despedi-me também do meu querido Kiko. Um gatinho especial, único, que durante 13 anos foi uma verdadeira lição de resiliência, doçura e confiança.

O Kiko era cego e epilético. Por isso, passou despercebido por muitos olhares, rejeitado por receios ou falta de informação. Mas eu não consegui ignorar aquele ser tão especial. Li, informei-me, pensei bastante… e decidi abrir-lhe a porta do meu coração e da minha casa.

E ele mostrou-me que a deficiência não limita o amor. O Kiko fazia a sua vida como qualquer outro gato: subia para o sofá, encontrava os seus cantinhos, reconhecia a minha voz, procurava o meu colo e a minha presença. Ensinou-me a olhar com o coração. A confiar na adaptação. A perceber que o amor verdadeiro não exige perfeição, apenas presença.

Foram 13 anos de companheirismo, de superação diária, de mimo silencioso, de ronronares reconfortantes. A sua ausência hoje pesa — não só em mim, mas também na Ozzy, a sua companheira de quatro patas, que anda inquieta e mia como se o chamasse.

Perder a minha mãe no dia 25 de maio foi uma dor profunda. Agora perder o Kiko é uma nova ferida, outra ausência que ecoa no silêncio da casa.

Ainda não sei como se supera isto. Mas sei que preciso honrar a vida deles — com lembrança, com palavras, com carinho.

Hoje escrevo não só por mim, mas por todos aqueles que já perderam um animal que era família. O Kiko foi e será sempre parte da minha história, da minha caminhada, do meu coração.

Kiko, obrigada por me escolheres como tua humana. Obrigada por cada dia. Por me ensinares que mesmo sem ver, é possível mostrar o caminho do amor.

Descansa, meu guerreiro de bigodes. 🌟

E dá um ronronzinho à minha mãe por mim.




domingo, 1 de junho de 2025

🌿 1 de Junho – Uma Semana de Saudade

 

(imagem criada por IA)

Hoje faz uma semana que perdi a minha mãe. Dizer isto em voz alta continua a soar estranho, como se ainda não fosse real… como se ela estivesse apenas ausente por uns dias. A mente sabe, mas o coração demora a aceitar.

A perda de uma mãe abala tudo — as emoções, as rotinas, até o corpo. Estou a viver esta dor silenciosamente, à minha maneira, tentando encontrar algum equilíbrio neste turbilhão de sentimentos.

🕊️ Como estou a tentar lidar com esta perda?

Não tenho respostas nem fórmulas. Estou apenas a tentar. Partilho aqui com o coração aberto como tem sido este caminho nos primeiros dias:

🔹 Sinto, mas escondo: Ainda não consigo chorar quando preciso. Muitas vezes calo-me, fico em silêncio, na tentativa de não desabar. A tristeza está cá, mas guardada. É uma forma de resistir, de manter alguma força.

🔹 Evito recordar: Não consigo falar sobre ela, nem rever fotos, nem contar histórias. Evito, porque sei que a emoção viria como uma onda. Talvez mais tarde consiga, mas agora ainda não.

🔹 Apoio-me nas mensagens de carinho: As palavras dos amigos e da família, mesmo que por mensagem, têm-me dado algum alento. Saber que há quem se lembre de mim, quem se importe, tem feito diferença.

🔹 Voltar às rotinas, aos poucos: Dormir tem sido difícil — durmo 2, 3 horas por noite, e isso deixa-me esgotada. Mas estou a

tento voltar a escrever, cuidar da casa, dos animais. Pequenos passos, ainda inseguros, mas necessários.

💫 Ainda estou longe de aceitar, mas estou aqui, a dar um passo de cada vez. E talvez este texto seja já um desses passos — escrever é, para mim, uma forma de libertar o que vai cá dentro e, quem sabe, chegar a quem também está a passar por um momento difícil.

Se estás a viver algo semelhante, deixo-te um abraço apertado. A dor pode ser diferente, mas a solidão do luto é algo que nos aproxima.

Voluntariado

  Há sábados que começam cedo... e enchem o coração. Hoje foi dia de voluntariado na Adoromimos. Entre visitas, atendimento e donativos, pas...