quarta-feira, 4 de junho de 2025

🌈 Kiko, o meu guerreiro de bigodes 🐾

 


Uma homenagem cheia de amor

Há perdas que nos deixam sem chão. Ainda a tentar aprender a lidar com a ausência da minha mãe, no dia 3 de junho despedi-me também do meu querido Kiko. Um gatinho especial, único, que durante 13 anos foi uma verdadeira lição de resiliência, doçura e confiança.

O Kiko era cego e epilético. Por isso, passou despercebido por muitos olhares, rejeitado por receios ou falta de informação. Mas eu não consegui ignorar aquele ser tão especial. Li, informei-me, pensei bastante… e decidi abrir-lhe a porta do meu coração e da minha casa.

E ele mostrou-me que a deficiência não limita o amor. O Kiko fazia a sua vida como qualquer outro gato: subia para o sofá, encontrava os seus cantinhos, reconhecia a minha voz, procurava o meu colo e a minha presença. Ensinou-me a olhar com o coração. A confiar na adaptação. A perceber que o amor verdadeiro não exige perfeição, apenas presença.

Foram 13 anos de companheirismo, de superação diária, de mimo silencioso, de ronronares reconfortantes. A sua ausência hoje pesa — não só em mim, mas também na Ozzy, a sua companheira de quatro patas, que anda inquieta e mia como se o chamasse.

Perder a minha mãe no dia 25 de maio foi uma dor profunda. Agora perder o Kiko é uma nova ferida, outra ausência que ecoa no silêncio da casa.

Ainda não sei como se supera isto. Mas sei que preciso honrar a vida deles — com lembrança, com palavras, com carinho.

Hoje escrevo não só por mim, mas por todos aqueles que já perderam um animal que era família. O Kiko foi e será sempre parte da minha história, da minha caminhada, do meu coração.

Kiko, obrigada por me escolheres como tua humana. Obrigada por cada dia. Por me ensinares que mesmo sem ver, é possível mostrar o caminho do amor.

Descansa, meu guerreiro de bigodes. 🌟

E dá um ronronzinho à minha mãe por mim.




domingo, 1 de junho de 2025

🌿 1 de Junho – Uma Semana de Saudade

 

(imagem criada por IA)

Hoje faz uma semana que perdi a minha mãe. Dizer isto em voz alta continua a soar estranho, como se ainda não fosse real… como se ela estivesse apenas ausente por uns dias. A mente sabe, mas o coração demora a aceitar.

A perda de uma mãe abala tudo — as emoções, as rotinas, até o corpo. Estou a viver esta dor silenciosamente, à minha maneira, tentando encontrar algum equilíbrio neste turbilhão de sentimentos.

🕊️ Como estou a tentar lidar com esta perda?

Não tenho respostas nem fórmulas. Estou apenas a tentar. Partilho aqui com o coração aberto como tem sido este caminho nos primeiros dias:

🔹 Sinto, mas escondo: Ainda não consigo chorar quando preciso. Muitas vezes calo-me, fico em silêncio, na tentativa de não desabar. A tristeza está cá, mas guardada. É uma forma de resistir, de manter alguma força.

🔹 Evito recordar: Não consigo falar sobre ela, nem rever fotos, nem contar histórias. Evito, porque sei que a emoção viria como uma onda. Talvez mais tarde consiga, mas agora ainda não.

🔹 Apoio-me nas mensagens de carinho: As palavras dos amigos e da família, mesmo que por mensagem, têm-me dado algum alento. Saber que há quem se lembre de mim, quem se importe, tem feito diferença.

🔹 Voltar às rotinas, aos poucos: Dormir tem sido difícil — durmo 2, 3 horas por noite, e isso deixa-me esgotada. Mas estou a

tento voltar a escrever, cuidar da casa, dos animais. Pequenos passos, ainda inseguros, mas necessários.

💫 Ainda estou longe de aceitar, mas estou aqui, a dar um passo de cada vez. E talvez este texto seja já um desses passos — escrever é, para mim, uma forma de libertar o que vai cá dentro e, quem sabe, chegar a quem também está a passar por um momento difícil.

Se estás a viver algo semelhante, deixo-te um abraço apertado. A dor pode ser diferente, mas a solidão do luto é algo que nos aproxima.

sábado, 10 de maio de 2025

🐾 Por que os animais são nossos terapeutas silenciosos?


Não falam a nossa língua, mas compreendem-nos como poucos. Sentem quando estamos em baixo, aproximam-se em silêncio, encostam-se a nós com aquele calor que reconforta, sem julgamentos, sem perguntas... só presença.

Os animais têm essa capacidade incrível de captar a nossa energia, de perceber as nossas emoções e de nos oferecer o mais puro gesto de empatia: estar ali. Ao nosso lado. Em silêncio. Mas dizendo tudo.

Diversos estudos já comprovaram que conviver com animais reduz o stress, a ansiedade e até a pressão arterial. Mas para quem vive com o coração, não é preciso ciência para perceber: basta a companhia de um animal para nos sentirmos melhor. Eles trazem rotina, afeto, riso e sentido ao nosso dia a dia.

No abrigo, vemos isso todos os dias. Animais que foram abandonados, negligenciados, e ainda assim continuam a confiar, a amar. Quando são adotados, não levam apenas companhia — levam equilíbrio emocional, bem-estar e uma nova energia para o lar que os acolhe.

Pessoalmente, estou a passar uma fase muito complicada com a minha mãe, que está internada há quase um mês. Sinto-me muitas vezes impotente, triste, cansada. Mas há momentos em que os meus animais vêm até mim, deitam-se ao meu lado, pousam a cabeça nas minhas pernas ou apenas ficam ali a olhar-me como quem diz: “Não estás sozinha”.

E isso muda tudo.

Não importa se é um cão, um gato, ou até um coelho. Eles sabem. Eles sentem. E com o seu jeito discreto e carinhoso, aliviam o nosso coração.

Eles são, verdadeiramente, os nossos terapeutas silenciosos.


quinta-feira, 8 de maio de 2025

🧘‍♀️ Hobby Relaxante – Meditação e Yoga 🧘‍♂️

 


Com o passar dos anos, aprendemos a valorizar o silêncio, a paz interior e os pequenos momentos de conexão conosco mesmas. A meditação e o yoga são mais do que simples hobbies — são formas de cuidar da nossa saúde física, mental e emocional.

Começar a praticar yoga ou meditação depois dos 50 é um verdadeiro presente. Não é preciso ser flexível nem ter experiência. O que importa é o momento presente, o respeito pelo corpo e o foco na respiração. Mesmo que seja só por 10 minutos por dia, os benefícios são imensos: menos ansiedade, mais energia, melhor sono e mais clareza mental.

Para mim, tornou-se uma forma de parar o tempo, de respirar fundo e recentrar-me. E se ainda não experimentaste, fica o convite: estende uma toalha, encontra um vídeo simples online e começa. O importante é começares por ti.

🌿 Porque nunca é tarde para nos colocarmos em primeiro lugar.

domingo, 4 de maio de 2025

🌸 Dia da Mãe 🌸

 


(Foto eu e a minha mãe em 17-06-2017)

Para mim, o Dia da Mãe é todos os dias… Ontem estive com a minha mãe e foi o meu verdadeiro dia. 💙
Hoje, por vontade dela, não estarei – está a passar por um momento delicado e precisa de repouso. Mas o amor, esse está sempre presente, mesmo no silêncio.

Eu e a minha mãe não somos muito de palavras nem gestos doces... mas somos de estar. Somos de fazer. De lutar.
A minha mãe é uma mulher forte, determinada, fiel aos que ama e capaz de recomeçar mesmo quando a vida lhe vira as costas.

Por tudo isso, por tudo o que não se diz mas se sente, deixo aqui o meu abraço à mulher que me deu a vida – e que, todos os dias, me ensina como a viver. ❤️

Que recupere rápido, que volte a casa, que volte a ser a força que sempre conheci.

Amo-te, mãe.

sexta-feira, 2 de maio de 2025

📝 Pequenas mudanças, grandes melhorias – Hábitos saudáveis depois dos 50 🌼

 


A chegada aos 50 é um convite para cuidarmos de nós com mais carinho e consciência. Não é preciso mudar tudo de uma vez. Às vezes, são os pequenos gestos diários que mais impactam a nossa saúde e bem-estar.

Beber mais água, caminhar 20 minutos por dia, dormir melhor, fazer alongamentos, aprender a dizer “não”, reservar momentos só para nós… tudo isso é autocuidado, e faz diferença.

Depois dos 50, o nosso corpo e a nossa mente pedem mais equilíbrio. É hora de nos ouvirmos mais. De cuidarmos da alimentação com mais atenção, de mexermos o corpo com prazer, e de cultivarmos rotinas que tragam serenidade em vez de stress.

🌿 Começa com um hábito simples. Um de cada vez. A transformação vem devagar, mas com consistência. E lembra-te: nunca é tarde para cuidar de ti.

quinta-feira, 1 de maio de 2025

🎯 "O valor do tempo livre depois dos 50 – Trabalhar menos, viver mais"

 


O Dia do Trabalhador é um bom momento para refletirmos não só sobre o valor do trabalho, mas também sobre a importância do tempo livre, principalmente depois dos 50.

Depois de uma vida a correr atrás de prazos, contas e responsabilidades, chega a fase em que o corpo pede mais pausas e a alma pede mais significado. Muitas vezes, fomos ensinados que só somos úteis quando estamos a produzir. Mas a verdade é que descansar também é um ato de autocuidado e resistência.

Com a maturidade, aprendemos que a vida não se resume ao trabalho. Valorizar o tempo livre é essencial para manter a saúde mental e emocional, redescobrir paixões antigas ou experimentar novos hobbies. Pode ser dedicar-se ao artesanato, jardinagem, escrita, ler, caminhar com os cães, estar com os netos ou simplesmente fazer... nada. Sim, fazer nada também é importante.

💬 Trabalhar menos não é sinal de preguiça. É sinal de sabedoria.

Porque viver mais, com qualidade, é o que realmente importa.

Voluntariado

  Há sábados que começam cedo... e enchem o coração. Hoje foi dia de voluntariado na Adoromimos. Entre visitas, atendimento e donativos, pas...